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Uma das perguntas mais comuns e também mais polêmicas quando falamos sobre tarot é: qualquer pessoa pode jogar tarot? A dúvida costuma vir acompanhada de outras. Será que é preciso ter um dom especial? Precisa ser médium? Ter uma sensibilidade fora do comum? Ou até mesmo nascer em uma família ligada ao tarot?

Essas crenças criam uma aura de inacessibilidade em torno do tarot e afastam muitas pessoas de uma ferramenta rica, simbólica e profundamente humana. Quando o tarot é colocado nesse lugar de mistério inalcançável, ele deixa de cumprir uma de suas funções mais importantes, que é a de ser uma linguagem de autoconhecimento acessível.

Responder a essas perguntas exige tirar o tarot do campo da fantasia e trazê-lo para o terreno da prática, do estudo e da experiência. Neste artigo, vamos desmistificar ideias antigas, esclarecer o que realmente é necessário para aprender tarot e mostrar por que ele pode, sim, ser aprendido por qualquer pessoa disposta a se envolver com essa linguagem.

Mãos femininas mostando cartas durante tiragem de tarot
Foto: Envato

Afinal, qualquer pessoa pode jogar tarot?

Sim, qualquer pessoa pode jogar tarot. Assim como qualquer pessoa pode aprender um idioma, tocar um instrumento ou desenvolver uma habilidade artística. O ponto central não está em uma capacidade inata, mas na disposição para aprender e praticar.

O tarot não exige herança espiritual, dons sobrenaturais ou iniciações secretas. Ele exige algo muito mais concreto, que é o interesse, o estudo, o treino e a responsabilidade. Esses são os verdadeiros pilares do aprendizado.

Quando compreendemos isso, o tarot deixa de ser um território exclusivo e passa a ser reconhecido como aquilo que realmente é, uma linguagem simbólica que se revela a quem se dedica a conhecê-la.

O primeiro requisito: intenção e desejo genuíno

O primeiro ponto para responder se qualquer pessoa pode jogar tarot é observar a intenção. Existe curiosidade superficial, mas existe também o desejo genuíno de aprender, compreender e integrar o tarot à própria vida. O aprendizado do tarot pede envolvimento. Não basta achar bonito ou intrigante, é preciso sentir que aquela linguagem conversa com você, desperta reflexões e provoca perguntas internas.

Se você acompanha conteúdos sobre tarot, sente vontade de aprender e percebe que esse universo te chama de alguma forma, esse primeiro requisito já está presente. A intenção é o ponto de partida de qualquer jornada.

Tarot é linguagem, e linguagem se aprende

Um dos mitos mais persistentes sobre o tarot é a ideia de que ele depende exclusivamente da intuição. A intuição é importante, sim, mas ela não substitui o aprendizado da linguagem simbólica. O tarot possui estrutura, símbolos recorrentes, arquétipos e narrativas. Estudá-lo é aprender um novo alfabeto e um novo vocabulário, compreender como as cartas se relacionam entre si e como constroem sentido em conjunto.

Esse aprendizado envolve leitura, observação e repetição. Assim como qualquer idioma, o tarot se torna mais fluido quanto mais ele é praticado.

Assista também ao vídeo: Qualquer pessoa pode jogar tarot?

Arquétipos, símbolos e histórias

O tarot também é uma linguagem de histórias. Cada leitura constrói uma narrativa simbólica que dialoga com a vida concreta de quem consulta. Assim, aprender tarot é aprender a contar e a interpretar histórias, que falam de ciclos, escolhas, conflitos, desejos e transformações. Isso exige sensibilidade, mas também repertório simbólico e atenção ao contexto. Quanto mais você amplia esse repertório, mais ricas e responsáveis se tornam as suas leituras.

E a intuição? Todo mundo tem?

A ideia de que apenas algumas pessoas “nascem intuitivas” é um equívoco. Todo ser humano possui intuição. O que varia é o quanto essa capacidade é estimulada, reconhecida ou abafada ao longo da vida. A intuição se manifesta de formas simples. Pode ser com ma sensação de alerta, um pressentimento, uma percepção que não passa pela lógica imediata. Só que o tarot não cria intuição, ele ajuda a refiná-la.

Nesse sentido, o tarot funciona como um treino de escuta interna, fortalecendo uma habilidade que já existe, mas que muitas vezes não foi exercitada.

O tarot como exercício de sensibilidade

Curiosamente, muitas pessoas de áreas consideradas mais racionais se interessam pelo tarot justamente porque ele oferece um contraponto simbólico. O tarot ajuda a equilibrar razão e sensibilidade, análise e imaginação, lógica e intuição. Ele não exclui o pensamento racional, ele o complementa. Por isso, não existe “perfil ideal” para aprender tarot. Existe apenas abertura para integrar diferentes formas de perceber o mundo.

Tarot se aprende fazendo

Não existe aprendizado de tarot sem prática. Ler cartas, errar interpretações, ajustar o olhar e testar leituras faz parte do processo. Assim, a prática permite que o estudante desenvolva confiança, perceba padrões e refine sua leitura. É no contato direto com as cartas que o tarot deixa de ser teoria e se torna experiência. Treinar é essencial e esse treino não precisa ser perfeito. Ele precisa ser constante e consciente.

Desmistificando a ideia de performance

Outra crença que afasta iniciantes é a ideia de que o tarólogo precisa impressionar, acertar tudo ou “ler a alma” de alguém sem qualquer contexto. Essa expectativa transforma o tarot em espetáculo, e isso gera ansiedade, medo de errar e bloqueio no aprendizado. O tarot real não funciona assim. Assim, responder se qualquer pessoa pode jogar tarot passa por um checklist simples, mas honesto:

  • Interesse genuíno
  • Disposição para estudar uma linguagem simbólica
  • Abertura para desenvolver intuição e sensibilidade
  • Compromisso com a prática
  • Respeito ao tarô como ferramenta, não como espetáculo

Tarot não exige religião nem prática espiritual

Você não precisa seguir nenhuma religião, tradição espiritual ou prática mística para aprender tarot. Ele não pertence a um sistema religioso específico. O tarot pode ser usado como ferramenta de autoconhecimento, reflexão simbólica e leitura de processos da vida cotidiana. Ele é livre nesse sentido. Essa liberdade é parte da sua força. O tarot se adapta ao contexto de quem o utiliza, sem impor crenças ou dogmas.

O tarot está disponível para quem deseja aprender

Então, qualquer pessoa pode jogar tarot? Sim, desde que exista desejo, dedicação e abertura para aprender. O tarot não pede dom, pede presença. Não exige espetáculo, pede prática. Quando compreendemos isso, o tarot deixa de ser algo distante e passa a ocupar seu lugar legítimo, uma linguagem simbólica poderosa, acessível e profundamente humana.

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