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Imagem: Lexi Lauwers (licença Pexels, Openverse)

Neste domingo, a Lua saiu de Câncer e entrou em Leão, formando uma oposição a Plutão em Aquário. O aspecto cobra uma pergunta simples e incômoda: de quem é o brilho que você anda mostrando ao mundo, seu mesmo ou da plateia?

Lua em Leão e a oposição a Plutão em Aquário

A Lua entrou em fase minguante no mesmo dia em que mudou de signo, o que já convida a soltar e revisar em vez de produzir. Ela segue nessa fase até a próxima Lua Nova, em 9 de novembro, às 4h02 (horário de Brasília), em Escorpião.

Em Leão, a Lua pede expressão individual, calor próprio, aquele brilho que nasce de dentro sem precisar de palco. Plutão em Aquário, do outro lado do céu, representa o poder do coletivo, das causas, dos grupos e das redes que moldam o que vale ser visto ou curtido. A oposição entre os dois tensiona exatamente esse ponto, o quanto do brilho pessoal foi cedido às expectativas de quem está em volta.

Marte também está em Leão, em conjunção com Júpiter no mesmo signo. Isso aquece o desejo de agir e se afirmar, mas sob a oposição a Plutão esse impulso pode escorregar para dois lados opostos. Um deles é encolher o próprio valor para caber na aprovação do grupo. O outro é inflar a própria imagem só para provar algo a essa mesma plateia.

O convite de luz e sombra do dia

A luz dessa oposição é reconhecer que existe um brilho que não depende de aplauso. É aquele que aparece quando você faz algo por gostar de fazer, não por precisar ser visto fazendo. A Lua em Leão favorece esse tipo de prazer simples, individual. A sombra aparece quando esse brilho é terceirizado. Pode ser na forma de se calar para não destoar do grupo, ou no extremo oposto, de precisar da validação coletiva para se sentir merecedor de espaço. Plutão em Aquário tende a tornar essas pressões de pertencimento mais intensas e menos visíveis, porque muitas vezes elas vêm disfarçadas de causa comum ou de opinião da maioria.

Vale notar que a Lua está minguante, então o convite não é criar um brilho novo agora, e sim revisar o que já existe. Antes de buscar mais reconhecimento lá fora, você pode olhar para dentro e perguntar em que momento você escondeu ou forçou demais a própria luz por causa da opinião de alguém.

Como pequeno gesto, vale lembrar de uma coisa que você faz bem e que não precisa de testemunha para valer. Reconhecer isso em silêncio já é um jeito de devolver a autoria do brilho para onde ela sempre pertenceu.

Foto de Claudia Lisboa

Sobre a autora

Claudia Lisboa

Com 50 anos de trajetória, Cláudia Lisboa é uma referência na formação e no desenvolvimento da astrologia contemporânea no Brasil. Já interpretou mais de 100 mil mapas e formou milhares...

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